Os custos logísticos no Brasil atingiram R$ 1,96 trilhão,15,5% PIB 2025, contra 15,6% em 2024 (ILOS). Uma alta considerável vs 10,4% em 2014. Ainda que consideremos o aumento da demanda logística na retomada das cadeias globais em 2022.
Para além do aumento da produção, aspectos estruturais e econômicos, acrescente-se o déficit de infraestrutura para escoamento e armazenagem da produção, incluindo gargalos para integrar os modais rodoviários com ferroviário e o aquaviário.
Parcerias Público Privadas e concessões rodoviárias contribuem para melhorar o cenário, mas o Brasil tem cerca de 1,7 milhões de quilômetros de estrada e cerca de 220 mil quilômetros são pavimentados.
A fragmentação do planejamento logístico, aliada ao uso limitado de ferramentas analíticas e de simulação, reduz a eficiência sistêmica e amplia os custos indiretos ao longo de toda a cadeia.
A eficiência da cadeia produtiva requer a integração de melhorias na malha rodoviária, expansão ferroviária e otimização dos processos portuários.
A redução das perdas físicas e monetárias, amplificadas por gargalos estruturais, demanda planejamento, modernização de ativos e protocolos de gestão que aumentem a previsibilidade e reduzam os custos operacionais ao longo de toda a cadeia de suprimentos.
Dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e do Plano Nacional de Logística (PNL) sobre distribuição de carga transportada no Brasil: 62% rodoviário. Ferroviário 19%. Aquaviário 15% (hidrovias e cabotagem). Dutoviário (gás e petróleo) 4,1%.